Monitorando a Virada de Ciclo Pecuário – Perspectivas para 2012

    O ciclo pecuário é caracterizado pelas fases de oferta de bovinos para abate a maior (ciclo de baixa de preços da @) ou a menor (ciclo de alta de preços da @) no mercado brasileiro. Historicamente tem um comportamento cíclico de 5 a 7 anos de alta seguidos por ciclo de 5 a 7 anos de baixa nos preços da @. Nada mais é do que o reflexo do equilíbrio da lei milenar de mercado da oferta  de bois abatidos vs demanda pela carne bovina, que automaticamente interferem na tendência macro dos preços da @. Estes ciclos são acompanhado e percebidos a anos, na pecuária brasileira e vem apresentando tendência de encurtamento dos ciclos com a evolução genética dos rebanhos, ao reduzirem a idade ao priemeiro parto e redução do tempo de abate dos bovinos.

    Em 2005 saímos de uma depressão forte de preços da @, desde o último foco de aftosa no MS, PR e SP lembram-se? Pois bem, estamos vivendo,ciclo pecuário de alta desde meados de 2006 até os dias atuais, ou seja, aproximados 5 anos até 2011, já entrando em 6 anos à medida que nos aproximamos de 2012. Pois bem surge aí a dúvida: Quando teremos uma inversâo de ciclo? Quando os preços da @ no mercado tenderão a ficarem precionados de forma a reprimir o preço médio da @?

    Mas o que isto muda nos negócios do pecuarista? Muda tudo! Muda a situação “fora da porteira” em que se sai de um caixa da fazenda positivo para um caixa negativo. Em outras palavras, define a vida ou  morte do negócio, em especial quando se esta alavancado financeiramente.

    Esta é portanto, a pergunta de “1 milhão de dólares”, a qual aqui também não nos atrevemos a responder, mas podemos sim monitorar e prever os indícios (pistas) que o mercado nos demonstra. 

    Para 2012 tudo indica, segundo o consultor Paulo Molinari (Safras & Mercado)  que para o mercado do boi gordo, deveremos ter um repeteco do que aconteceu em 2011, a curva de preços da @ terá a mesma tendência de curva mensal, e os patamares de preço base São Paulo deverão ficar em algo em torno de R$ 90,00 a 93,00/@ com pcio na entressafra de 2012 de R$ 105,00/@. Logicamente que aqui se tratam de previsões e se o curso do mercado continuar na trajetória atual que vem demonstrando seguir. Fatores novos podem modificar estas tendências pioroando ou melhorando as previsões drasticamente. A base foi feita sob um crescimento do PIB nacional de 3,2 a 3,5% aa sob cenário ainda de retração dos mercados dos EUA, e da Europa, já se considerando um grau de endividamento da classe C brasileira, chegando ao limite de expansão de consumo, fato este que tem sustentado os preços das commodities em especial do preço das carnes no mercado interno brasileiro. A demanda mundial por carne continuará crescendo na casa de 2% aa, por conta do crescimento da renda populacional, mas a bovina continuará estagnada, na casa dos 55 milhões de Ton a nível mundial, com as carnrs de frango e de suínos em expansão. Salário mínimo recentemente aprovado para Janeiro próximo de R$ 622,00 com reajuste acima da inflação ainda será fator estimulador do consumo das carnes no mercado interno.

    Sob estas considerações é de se esperar para 2012, as coisas continuando neste rumo, um ciclo pecuário inalterado, ou seja, ainda de alta para os preços da @.

    Paulo Molinari ainda sustenta esta afirmação nossa acima, ao considerar que, para que houvesse tendência firme de mudança de ciclo pecuário, com maior oferta de bezerros e, consequentemente, de vacas, o deságio da @ de vaca teria de ser superior am 20%, o que nem de longe esta acontecendo.

    Quanto aoi diferencial de base, o consultor ainda vê a oferta de bois de Mato Grosso um fator cada vez mais importante na formação do preço da @, pois afirma que, quando acaba o boi de Mato Grosso, o preço sobe em São Paulo, a praça formadora  de preços nacional, e por isto deveríamos observar sempre este fato com maior atenção. Pela primeira vez desde o início da década, Mato Grosso empatou com São Paulo e Mato Grosso do Sul na quantidade de anaimais abatidos, na casa do 4,1 milhões de cabeças. Outro estado que vem ganhando importância no total de cabeças abatidas é Goias, que já detém hoje, a primeira colocação no que se refere à oferta de gado confinado, com quase 1 milhão das 3 milhões de cabeças abatidas na entressafra, nada mal, 33% do abate de bovinos da entressafra.

    Paulo Molinari chama a tenção ainda, sobre o fato de que estes estados Mato Grosso e Goiás, estarem crescendo o volume de áreas de pecuária que estão passando para arrendamento para plantio de cana e soja, em especial entrando sob os istemas de ciclo completo. É um indicador de que continuará a falta de bezerros no mercado, o que sustenta ainda em alta o ciclo pecuário. Para outro consultor (Maurício Palma, da Bigma Consultoria) esta saída de pecuaristas da atividade em 2011 está entre os fatores que motivaram o aumento do número de vacas abatidas no país, sendo 41,7% do abate total no primeiro semestre 2011, contra 36,3% de igual período em 2010. Outros dois fatores que influenciaram esse processo foram a forte seca do ano passado, que afetou a fertilidade das vacas elevando assim o descarte e os custos de produção afewtando a margem de lucro dos pecuaristas, mesmo com a @ com preço nos patamares mais elevados, por este motivos, segundo o consultor é que o abate de f~emeas aumentou, sem contudo demonstrar inversão do cilco pecuário já em 2011, não pressionando assim o preço dos bezerros no mercado.

    É justamente o preço elevado do bezerro no mercado é que vem mantendo o ciclo pecuário em alta, onde o segmento de cria passa a ter expressão ainda mais forte sobre o futuro dos volumes de produção e abate de bovinos ainda dentro de 2012. O preço do bezerro, ainda, acreditsa o consultor, é que vai favorecer a adoção de tecnologias no segmento de cria pecuário, sem o qual não haverá bois e vacas gordas para serem abatidas. Sob esta perspectiva para 2012 teremos mais um bom ano para a pecuária de cria, em especial com a necessidade de melhoria dos indicadores de produção, como redução da precocidade sexual das matrizes para umentar o giro de porodução de bezerros, assim como no setor de recria-engorda de se reduzir o ciclo de abate dos animais, entrando ai mais uma vez a colaboração essencial da raça Senepol como base genética melhoradora de resultaados na pecuária nacional.

    Autor: Pedro Crosara Gustin

    Médico Veterinário – Senepol Santa Luzia

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