Análise do Mercado do Boi e das Carnes – Primeira Quinzena Dezembro 2011

    A demanda por carne bovina abaixo das expectativas do setor pecuário neste mês tem feito com que frigoríficos tentem comprar novos lotes a preços inferiores aos negociados até então, mesmo em unidades onde as escalas estão relativamente curtas. A forte pressão exercida sobre as cotações tem encontrado respaldo também nas compras através de contrato. Certas unidades estão se abastecendo com esses animais e diminuindo a necessidade de compra no mercado “de balcão”. Por outro lado, a oferta de animais prontos para abate ainda não aumentou de forma expressiva. Outro fator que se opõe à pressão de baixa é o atual descontentamento de pecuaristas em relação aos preços oferecidos pela indústria. Nesta semana, de forma mais específica, notou-se maior recuo de vendedores pautado justamente nesse motivo.

    Nesse cenário, a efetivação de negócios segue limitada e com pagamento, na maior parte das vezes, logo após o abate. Operadores de modo geral não acreditam em movimentos bruscos de preços para as próximas semanas. Apesar disso, muitos se apresentam conscientes de que, num mercado “travado” como o atual, movimentos pontuais da oferta ou da demanda podem ocasionar variações importantes das médias diárias dos preços.

    Nos últimos dois dias, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa variou positivamente, mas em sete dias acumula queda de 1,6%, a R$ 102,03 no dia 13. A prazo, a média ponderada do estado de SP continua bastante próxima da à vista, fechando em R$ 102,48 nessa terça-feira. De acordo com levantamentos do Cepea, nos últimos sete dias, os preços do boi gordo acumularam variações negativas em praticamente todas as regiões pesquisadas. A baixa mais expressiva, de 4,5%, foi registrada na região de Cui bá (MT), onde a arroba à vista e livre do Funrural passou de R$ 91,66 para R$ 87,58. Apenas a região Noroeste do Paraná (PR) apresentou alta no período, mesmo assim de 0,11%, com a arroba à vista e livre do Funrural passando de R$ 97,30 para R$ 97,41, nessa terça-feira, 13.

    No mercado da carne com osso da Grande São Paulo, os preços seguem em queda. Agentes desse segmento relatam dificuldade nas vendas, com a baixa demanda, atipicamente, prevalecendo neste mês de dezembro. Entre 6 e 13 de dezembro, a carcaça casada do boi recuou 2,8%, sendo negociado a R$ 6,49/kg nessa terça. Para o traseiro, a queda foi de 3,7% comercializado a R$ 8,38/kg. O dianteiro e a aponta de agulha desvalorizaram 1,5% e 1%, negociados a R$ 4,73/kg e a R$ 4,80/kg. Para a carcaça de vaca casada, a desvalorização foi de 1%, com o quilo a R$ 6,18. Quanto às carnes concorrentes, o frango resfriado seguiu estável a R$ 3,07/kg, enquanto a carcaça comum suína reagiu 3,7% nos últimos sete dias, negociada a R$ 4,45/kg nessa terça.

    Entre os dias 06 e 13 de dezembro o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (animal nelore, de 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul) registrou baixa de 1,66% fechando a R$ 710,77 nessa terça. Já a média do bezerro São Paulo teve variação positiva de 1,15%, fechando a R$ 758,92 na terça-feira.

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