Análise do Mercado do Boi e das Carnes – Primeira Quinzena de Novembro 2011

    Os preços da arroba bovina têm subido com força na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Na primeira quinzena do mês, os aumentos chegaram a quase 10% nas praças goianas e a 7% em regiões como Bauru (SP) e Triângulo Mineiro. As cotações da carne no mercado atacadista também acompanham esse movimento, com as valorizações superando os 10%. O impulso continua vindo do baixo volume de animais prontos para o abate, que limita também a oferta de carne ao atacado.

    Nota-se que certas unidades frigoríficas optam por sair à frente abrindo valores maiores para fazer alguma escala, mas, nos dias seguintes, afastam-se das compras e/ou abrem preços menores. Parte dos pecuaristas, por sua vez, também tem recuado, à espera de valores ainda mais altos. Na parcial de novembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve reajuste de 6,2%, fechando a R$ 107,57 na segunda-feira, 14 (cerca de R$ 105,00 livre do Funrural). A prazo, a média do estado de São Paulo aumentou 5,1% no mesmo período, indo para R$ 108,07 na segunda-feira. Com isso, as médias à vista (inclui valores a prazo descontados pela taxa CDI) e a prazo no mercado paulista voltaram a se aproximar, estando, ambas, por volta de R$ 105,00 livre de Funrural.

    Entre 31 de outubro e 14 de novembro, os preços do boi gordo tiveram reajustes significativos em todas as regiões consultadas pelo Cepea. As altas mais expressivas, que ultrapassaram 9%, foram registradas nas praças de Goiânia e Rio Verde (GO). Em Goiânia, a média do boi à vista (valores a prazos descontos pela taxa NPR) e livre do Funrural passou de R$ 90,26 no dia 31 de outubro para R$ 98,78 no dia 14 de novembro, aumento de 9,44%. Em Rio Verde, a elevação foi de 9,66%, com a arroba passando de R$ 89,06 para R$ 97,66 (prazos descontados pela NPR). As demais regiões apresentaram aumento entre 1,11% e 7,66% na primeira quinzena do mês.

    No mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo, as reações dos preços estão atreladas à menor oferta do produto, tendo em vista a dificuldade de arremate de animais para abate enfrentada pelos frigoríficos.

    Entre 31 de outubro e 14 de novembro, o preço médio da carcaça casada de boi valorizou fortes 10,6%, fechando a R$ 7,07/kg na segunda. O valor médio do traseiro foi de R$ 8,89/kg e o do dianteiro, de R$ 5,43/kg, com expressivas altas de 10,2% e 11,7%, respectivamente no mesmo período. Para a ponta de agulha, a elevação nos preços foi de 9,4%, com a média passando para R$ 5,25/kg na segunda-feira. Seguindo a mesma movimentação, a carcaça casada da vaca valorizou 13% na parcial do mês, negociada a R$ 6,70/kg na segunda.

    Quanto às principais carnes concorrentes, a média da carcaça comum suína reagiu 4% na primeira quinzena de novembro, a R$ 4,02/kg na segunda-feira. Para o frango resfriado, houve alta de 7,2%, passando para R$ 3,12/kg – também no atacado da Grande SP.

    Já no mercado de reposição, sobretudo no segmento de bezerros, o volume de negócios foi limitado devido ao período de vacinação. Esse cenário acabou pressionando os valores do animal em algumas regiões, como as de Mato Grosso do Sul, mesmo em época de oferta restrita. No acumulado de novembro, o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (animal nelore, de 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul) caiu 2,88%, indo para R$ 728,90 no dia 14. Já média do bezerro São Paulo (à vista) subiu 3,66% no mesmo período, a R$ 765,56 na segunda-feira.

    Dados da equipe de estudo do mercado pecuário Esalq-Cepea.

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